Quando a arte sacra é mais um lugar da ausência
Imagem: https://br.pinterest.com/pin/324118504448732847/ Nesta semana, fui a uma missa — algo que não fazia há muito tempo. Fui porque se tratava de uma celebração especial: a formatura do meu sobrinho. Sou espiritualista, o que significa que acredito em muitas coisas: energia, força maior, espiritualidade. Não necessariamente em um homem branco, velho, de barba branca, mais conhecido como Deus. Essa é a visão da Thay já adulta, na casa dos vinte e poucos anos. A Thay até a adolescência cresceu em uma família católica. Ainda assim, não tenho problemas em frequentar qualquer templo religioso. Durante boa parte da minha adolescência — a partir dos 13 anos, se me recordo — fui assídua na Igreja Católica. Ia à missa ao menos três vezes por semana, rezava o terço, participava de grupo de oração e de uma comunidade católica. A Igreja era um lugar que me trazia paz e me ajudava a ser um ser humano melhor. Foi nesse espaço que comecei a realizar trabalhos sociais com pessoas em situ...