Quando me descobri negra
Este texto foi originalmente publicado na Revista AzMina , em 09/01/2026 Imagem: @pretarabisca Relato de uma mulher negra de pele clara sobre colorismo, transição capilar e o processo de assumir com orgulho sua identidade racial Ainda lembro do dia em que me deparei com o título do livro de Bianca Santana, Quando me descobri negra, e senti uma familiaridade imediata. Logo pensei que seria perfeito para falar sobre o meu processo de me reconhecer como uma mulher negra. Ao longo da vida, ouvi comentários divergentes sobre a minha identidade. Um dia, um amigo disse: “Eu não te acho negra, Thay.” Mas em outra ocasião, durante uma conversa sobre raça e racismo, uma artesã comentou: “Você sabe que você é preta, né? E mais: você tem ascendência do Egito pelo formato do seu nariz.” Naquela época eu já me reconhecia como mulher negra, mas fiquei surpresa, não pelo conteúdo, mas por ela falar como se estivesse revelando uma grande novidade. Mas sei que, se esse comentário tivesse acontecido qua...